Uma subtenente da Polícia Militar da Bahia fez um duro relato durante o segundo encontro Empodere-se na Segurança Pública, realizado na semana passada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A militar afirmou ter sofrido assédio dentro do posto do Batalhão da Mulher, instalado na Casa da Mulher Brasileira, e apontou a falta de apoio dos seus superiores.
“O único local que eu nunca sofri assédio foi na Corregedoria, da qual eu também sou muito grata ao coronel Delmo, atual corregedor, que me acolheu diante de uma situação de assédio que eu sofri dentro do posto do Batalhão da Mulher na Casa da Mulher Brasileira por um capitão que lá dentro trabalhava. Sofria assédio e lá dentro eu estava com acompanhamento com psicólogo porque eu tenho um TDAH, então comecei a fazer o meu acompanhamento e ele fazia pouco de mim, era o tempo todo”, disse.
A subtenente afirmou que comunicou o caso à sua cadeia de comando, mas não recebeu atenção. “Eu informei aos meus comandantes, eu informei e ninguém, ninguém se importou comigo. Eu era subtenente e sou uma subtenente que trabalhava dentro da Casa da Mulher Brasileira, atendendo mulheres vítimas de violência, que eu sei que fazia muito bem o meu serviço. Eu sou respeitada toda vez que eu entro e toda pessoa que me encontra, que era assistida ou não da Casa da Mulher Brasileira, me recepciona e me respeita, mas dentro da unidade que eu trabalhava, dentro do Batalhão da Mulher, eu não tive apoio. Eu não tive apoio”, desabafou.
O relato causou impacto no plenário, especialmente por se tratar de uma denúncia ocorrida dentro de um espaço destinado justamente a acolher mulheres vítimas de violência.
