Nesta sexta-feira, 31 de outubro, uma era chega ao fim. Apresentador do Jornal Nacional há quase 30 anos, William Bonner deixou a bancada para dar lugar a César Tralli no maior telejornal da Globo.
Bonner chegou à emissora em 1986 e passou por programas como SPTV, Jornal Hoje, Fantástico e Jornal da Globo. Em 1996, assumiu a bancada do JN e, três anos depois, tornou-se também editor-chefe. Formado pela ECA-USP, o jornalista iniciou a carreira como redator publicitário e locutor de rádio.
Em um discurso emocionante, Bonner revelou que vinha planejando a despedida há cinco anos. “Cinco anos se passaram, o ciclo foi concluído e hoje, dois meses depois do anúncio feito no aniversário do JN, estou concluindo esse ciclo”, afirmou.
O apresentador explicou que o desejo de ter mais tempo para si foi um dos principais motivos para deixar o telejornal. “Na pandemia, percebi que me faltava tempo para fazer, além das coisas que eu precisava, as coisas que eu queria fazer.”
Bonner também anunciou que continuará na emissora, agora à frente do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg. “Se eu tivesse que mudar de profissão agora, ia ser bem difícil para mim”, brincou. Segundo ele, o novo desafio permitirá uma rotina mais leve, com reportagens de atualidades que não exigem a mesma urgência do noticiário diário. “A vida fica mais suave”, comentou, antes de chamar César Tralli ao estúdio.
Durante a transição, Bonner destacou a gratidão por sua trajetória: “Eu só trabalhei com pessoas muito corretas dentro dessa empresa. Eu tive em minha companhia grandes profissionais.” Ele também deixou um conselho ao sucessor: “Nunca mais, na sua vida, você passará despercebido nesse país. Onde quer que você esteja.”
Sua parceira de bancada, Renata Vasconcellos, aproveitou o momento para homenageá-lo. “Nós passamos por muita coisa. Queria dizer que agradeço por esses 11 anos de parceria. Com você, aprendi o melhor da técnica e vi o que é um compromisso com a ética e a coragem no trabalho.”
Ao encerrar a edição, Bonner se despediu com uma de suas marcas registradas: “Esse é o meu último boa noite pelo Jornal Nacional. A gente se vê, muito obrigado.”
