O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), comentou de forma descontraída a possibilidade de viajar à Venezuela e descartou a ideia diante do atual cenário político no país. Em conversa com o apresentador Adelson Carvalho, da Rádio Sociedade, nesta terça-feira (6), Wagner reagiu com surpresa ao ser questionado se iria ao país vizinho: “Não, rapaz. Tá doido? Tá querendo me matar?”, disse, aos risos.
Ao ser lembrado por Adelson de que ele já tinha ido à Venezuela, o senador acrescentou: “eu também já fui, mas outros tempos, né? Agora fica complicado”.
A fala ocorre em meio a forte crise diplomática após os Estados Unidos terem realizado uma operação militar no último sábado que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Maduro foi levado aos EUA para enfrentar acusações federais por narcotráfico e outros crimes, em uma ação que despertou reações intensas no mundo e em Brasília.
O governo brasileiro, liderado por Lula, criticou a ação americana, classificando os bombardeios e a captura como violação da soberania venezuelana e um precedente perigoso para a ordem internacional. Lula disse que a intervenção “ultrapassa uma linha inaceitável” e que a comunidade internacional precisa responder de forma vigorosa ao episódio, ressaltando o respeito ao direito internacional e à independência dos Estados.
A polarização sobre o episódio é clara no Brasil. Enquanto políticos de esquerda e aliados do governo condenam a ação americana, argumentando que viola normas internacionais e desrespeita a soberania venezuelana, lideranças de direita e setores críticos ao PT celebram a captura de Maduro como um golpe contra um regime que consideram autoritário.
