Uma família pernambucana que viajava em um cruzeiro afirmou ter vivido momentos de pânico após a cabine onde estava ser invadida por água em pleno alto-mar. O alagamento atingiu o décimo andar da embarcação durante o trajeto entre Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia. O incidente ocorreu na manhã de segunda-feira (12), em um navio da MSC Cruzeiros.
O economista Marcelo Barros, que viajava com a esposa, os dois filhos e a sogra, contou que a família chegou a acreditar que o navio estivesse afundando. “Foi realmente um momento de terror. A água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam completamente alagados. Por volta das 7h45, os camareiros bateram na porta dizendo, inicialmente, que era fogo, porque não se sabia se tinha ocorrido um curto-circuito. Como estávamos no décimo andar, imaginamos que os andares inferiores já estariam submersos”, relatou.
Imagens mostram os corredores do cruzeiro tomados pela água. Segundo Marcelo, cerca de 40 cabines foram atingidas pelo vazamento, afetando crianças, adultos e idosos. A informação repassada pela tripulação foi de que um cano de água pressurizada teria se rompido dentro do navio.
Procurada, a MSC Cruzeiros não se manifestou até a última atualização da reportagem.
De acordo com o passageiro, durante a ocorrência, os ocupantes das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar, enquanto a equipe tentava escoar a água e secar os quartos. Marcelo disse ainda que conseguiu uma cabine provisória por estar acompanhado da sogra, que utiliza cadeira de rodas devido a um problema no joelho. A maioria dos passageiros, no entanto, não teve a mesma alternativa.
“Nos levaram para um bar no oitavo andar. Praticamente ninguém deu explicação, não houve nenhum tipo de assistência. Serviram apenas água e bebida, e ficamos sem informação. Eu consegui um quarto por estar com uma pessoa em cadeira de rodas, mas a maior parte das pessoas não conseguiu”, afirmou.
Ainda segundo o relato, após passarem o dia fora das cabines, muitos passageiros foram informados de que precisariam retornar aos quartos, que ainda estavam molhados e úmidos, por falta de acomodações disponíveis.
*Com informações de g1
