Novas regras, novos carros, Bortoleto na Audi e muito mais: o que ficar de olho na F1 2026

Foto: Divulgação

Após três meses de pausa, a Fórmula 1 retorna às pistas. A temporada chega cercada de expectativas, já que a categoria promete mudanças profundas com a implementação de um novo regulamento técnico que transformará tanto os carros quanto os motores. No entanto, as novidades não param por aí e já poderão ser vistas a partir do Grande Prêmio da Austrália, marcado para o próximo domingo, 8 de março.

O principal destaque do ano é justamente o novo conjunto de regras técnicas. A ideia da categoria é promover uma verdadeira transformação nas corridas. Entre as mudanças está a introdução da aerodinâmica ativa, que substituirá o antigo DRS (sistema de redução de arrasto). Além disso, será implementado um novo sistema de recuperação de energia, que exigirá dos pilotos novas estratégias de condução, incluindo modos de ataque e de potência extra.

As unidades de potência também passam por alterações importantes. Os motores agora terão uma participação ainda maior da energia elétrica e utilizarão combustíveis totalmente sustentáveis. O sistema MGU-H, responsável por recuperar energia térmica, foi eliminado. A partir de agora, permanece apenas o MGU-K, que reaproveita a energia gerada nas frenagens para recarregar a bateria do carro.

Novas equipes no grid

Pela primeira vez em dez anos, a Fórmula 1 contará com 11 equipes no grid. A novidade é a entrada da Cadillac, tradicional fabricante americana que estreia na principal categoria do automobilismo mundial. A equipe terá como pilotos os experientes Valtteri Bottas e Sergio Pérez, ambos com longa trajetória na F1. Durante os testes de pré-temporada, no entanto, a dupla enfrentou alguns problemas técnicos.

Outra mudança entre os construtores é a chegada da Audi. A montadora alemã assumiu a antiga estrutura da Sauber e passa a competir com motor próprio. O time manterá a mesma dupla de pilotos da temporada passada: o brasileiro Gabriel Bortoleto e o alemão Nico Hulkenberg.

Apenas um estreante

Diante de tantas mudanças técnicas, as equipes optaram por manter a maioria de seus pilotos para garantir estabilidade. A principal exceção foi a Racing Bulls. A equipe promoveu Isack Hadjar para a Red Bull após a saída de Yuki Tsunoda ao final de 2025 e precisou buscar um substituto.

O escolhido foi o jovem Arvid Lindblad, vindo da Fórmula 2. Mesmo com apenas 17 anos, ele recebeu autorização especial para obter a superlicença necessária para competir na Fórmula 1. Com três vitórias na F2, o britânico — de ascendência sueca e indiana — se torna o piloto mais jovem do grid. Lindblad nasceu em 8 de agosto de 2007, quando Lewis Hamilton já acumulava três vitórias na categoria e Fernando Alonso era bicampeão mundial.

Alterações no calendário

O calendário da temporada também traz novidades. Com a saída do GP da Emilia-Romagna, abriu-se espaço para a estreia do circuito urbano Madring, que sediará o novo GP da Espanha em Madri. A corrida está prevista para ocorrer entre 11 e 13 de setembro, logo após o GP da Itália em Monza.

O tradicional Circuito de Barcelona-Catalunha segue no calendário, mas agora será palco do GP de Barcelona. Outra mudança importante é que a Austrália volta a receber a corrida de abertura da temporada, algo que não acontecia desde 2019. Em 2020, a etapa de Melbourne estava prevista para iniciar o campeonato, mas acabou cancelada por causa da pandemia de coronavírus.

Novas sedes para as corridas sprint

As corridas sprint — provas mais curtas que distribuem pontos extras — continuam no calendário, porém com novos circuitos. Em 2026, o formato será disputado nos GPs da China (13 a 15 de março), Miami (1º a 3 de maio), Canadá (22 a 24 de maio), Inglaterra (3 a 5 de julho), Holanda (21 a 23 de agosto) e Singapura (9 a 11 de outubro).

O GP de São Paulo, que vinha sendo um dos maiores sucessos do formato, ficou fora da lista. Assim, a etapa disputada no Autódromo de Interlagos contará apenas com os treinos livres, a classificação e a corrida principal.

Brasil representado na categoria

O Brasil seguirá representado por Gabriel Bortoleto. Em 2025, o piloto encerrou um jejum de oito anos sem brasileiros na Fórmula 1 ao estrear pela Sauber, somando 19 pontos ao longo da temporada. Agora com 21 anos, ele inicia seu segundo ano na categoria defendendo a Audi, equipe que surge reformulada no grid.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

A Defesa Civil Nacional chamou a atenção nas redes sociais ao reforçar a importância de manter um kit ...

Uma cena inusitada assustou moradores de Hami, na região de Xinjiang, na China. Um camelo foi flagrado correndo ...

Mais Lidas

A Defesa Civil Nacional chamou a atenção nas redes sociais ao reforçar a importância de manter um kit ...