Há quem enxergue o sexo anal como algo enigmático. Não por acaso, o tema aparece com frequência em conteúdos sobre sexualidade. Já foram abordadas desde orientações sobre como praticá-lo sem dor até exercícios de alongamento e formas de exploração individual para tornar a experiência mais confortável, seja com penetração ou com o uso de acessórios.
Por estar cercado de desconfortos e tabus sociais, uma dúvida comum surge: mulheres realmente gostam de sexo anal? Em 2025, a prática continuou no topo da lista de fetiches mais pesquisados na rede social Sexlog. Entre 1,7 milhão de participantes, 73,6% demonstraram interesse, superando fantasias como orgias (52,4%) e cuckold (46,9%). Ou seja, trata-se de um tema bastante popular.
Para entender melhor essa realidade, foram reunidos relatos de cinco mulheres que apreciam a prática. Elas explicam como descobriram esse tipo de prazer, o que mudou em suas experiências e ainda compartilham dicas para quem deseja experimentar. O interesse pelo sexo anal se deve, em parte, à sensação de maior pressão durante a penetração, além da alta concentração de terminações nervosas na região, que podem proporcionar prazer quando estimuladas com cuidado. Ainda assim, o tema carrega estigmas, sendo frequentemente associado a ideias de algo “sujo” ou “proibido”.
No Brasil, muitas mulheres relatam praticar sexo anal mais para atender ao desejo do parceiro do que por vontade própria, segundo o estudo “Sexo anal nas relações heterossexuais”, publicado em 2024 pela Revista Brasileira de Sexualidade Humana.
Por outro lado, essa não é a única perspectiva. Uma pesquisa realizada em 2022 pela Universidade de Indiana em parceria com a agência For Goodness Sake indicou que mulheres tendem a preferir estímulos mais leves e superficiais, com menor profundidade, geralmente combinados com outras formas de prazer, como estímulos vaginais, clitorianos ou em outras áreas erógenas. O estudo também revelou que 30% das participantes relataram orgasmos mais intensos com a prática, enquanto 18% acreditam que ela pode fortalecer a intimidade e a conexão emocional no relacionamento.
