A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou a se manifestar após ser presa em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma carta escrita da penitenciária onde está detida, Deolane afirmou que está sendo alvo de “pura perseguição” e negou qualquer envolvimento com o crime organizado. Segundo ela, a prisão estaria relacionada apenas ao recebimento de R$ 24,5 mil em honorários advocatícios pagos durante sua atuação profissional.
No texto, ditado à irmã, a advogada Dayanne Bezerra, Deolane afirmou que nunca esteve na Penitenciária II de Presidente Venceslau, local que aparece no centro das investigações iniciadas em 2019. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, empresária e advogada”, escreveu. A influenciadora também criticou a forma como foi presa, relatando ter sido acordada com “um fuzil apontado para o rosto” dentro de casa, em Barueri, na Grande São Paulo. Ela segue presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista após a Justiça negar pedidos de habeas corpus e prisão domiciliar.
De acordo com o Ministério Público, a investigação começou após a descoberta de bilhetes manuscritos escondidos em celas da penitenciária de Presidente Venceslau. A apuração levou os investigadores a uma transportadora suspeita de atuar como empresa de fachada para movimentar dinheiro da facção criminosa. Segundo o MP, parte desses valores teria sido transferida para contas de terceiros, incluindo contas em nome de Deolane. A influenciadora, porém, afirma que os depósitos citados no inquérito são referentes exclusivamente a serviços advocatícios prestados legalmente.
Na carta, Deolane ainda rebateu informações divulgadas sobre possuir dezenas de empresas em seu nome e declarou que sua trajetória foi construída “pelo próprio suor”. “Uma nordestina que venceu na vida”, escreveu. Ela também disse confiar na Justiça e pediu apoio aos seguidores durante o período em que permanece presa.
