O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quarta-feira (23), por 7 votos a 4, tornar o ex-juiz Sergio Moro suspeito na condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex do Guarujá.
A maioria do Supremo deu parecer favorável à manutenção da decisão da Segunda Turma que declarou a parcialidade da atuação do ex-juiz. Votaram a favor Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Contra, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Marco Aurélio Mello e o presidente da Corte, Luiz Fux.
Com o reconhecimento de que Moro estava em condição suspeita ao julgar Lula, o resultado levará à anulação de todas as decisões proferidas pelo então juiz do caso, incluindo provas e denúncias coletadas, que não poderão ser utilizadas em um eventual novo julgamento pela Justiça Federal do Distrito Federal, para onde o caso foi enviado.
Moro e a Lava-Jato foram personagens centrais da vida brasileira nos últimos 7 anos. A República de Curitiba implodiu os partidos tradicionais e deu impulso ao impeachment de Dilma Rousseff. Dois anos depois, ajudou um populista de extrema direita a vestir a faixa presidencial e assumiu o Ministério da Justiça.
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