Se o sexo no casamento anda morno, talvez seja hora de apimentar as coisas com um pouco de inspiração clássica. O Kama Sutra, texto indiano milenar sobre amor e sexualidade, continua sendo uma referência poderosa para casais que querem se reconectar fisicamente.
Cavalgada com variações
Do Kama Sutra para o mundo moderno, essa posição coloca a parceira por cima. Ela pode ficar de frente, no modelo clássico, ou fazer o mesmo de costas para o parceiro. Ideal para estimulação visual e controle do ritmo. Ajuda a sair da rotina e favorece a autoconfiança. A nova perspectiva visual e o controle que essa posição oferece ajudam a quebrar a rotina de forma envolvente.
Tesoura lateral
Adaptada do Kama Sutra, essa posição lateral permite fricção constante, ideal para quem busca mais contato íntimo e menos intensidade física. Perfeita para casais que querem algo sensual e afetivo. Os dois deitam-se de lado, entrelaçando as pernas como uma tesoura. É uma posição mais tranquila, ótima para quando o objetivo é proximidade física e menos esforço, com bastante contato pele a pele
A Lótus
Clássica e romântica, essa posição envolve o parceiro sentado com a parceira no colo, pernas entrelaçadas. Além de facilitar o beijo e o toque, ajuda na sincronização dos movimentos e na criação de laços emocionais.
Similar ao Yab-Yum, mas com mais foco na penetração e no envolvimento das pernas. A pessoa que está por cima se senta no colo do(a) parceiro(a), ambos de frente. Ideal para movimentos lentos e muito carinho.
De quatro com variações
Apesar de bastante conhecida, essa posição permite muitas variações que vão desde apoio em superfícies elevadas até o uso de almofadas para ajuste de ângulo. O Kama Sutra descreve posições similares que priorizam o prazer da penetração profunda.
A clássica “posição de quatro” ganha conforto e controle com almofadas ou apoio em móveis. O(a) parceiro(a) se posiciona ajoelhado(a) atrás, enquanto o outro apoia os joelhos e as mãos na cama ou outra superfície. Permite penetração profunda e intensidade.
Conchinha (ou colher)
Perfeita para dias preguiçosos ou quando se busca mais carinho do que acrobacia. O Kama Sutra destaca posições laterais como formas de conexão afetuosa e relaxada. Ótima para longas sessões de intimidade.
Uma das mais confortáveis. Os dois deitam-se de lado, um atrás do outro. Proporciona movimento suave e muito contato corporal. É perfeita para momentos mais íntimos, com toque e afeto. Em outros países, a conchinha também é conhecida como a “posição da colher” devido ao formato feito pelos dois. Ou, para muitos, “de ladinho”.
Borboleta
A parceira deitada à beira da cama ou mesa, enquanto o parceiro fica em pé ou de joelhos. Além de visualmente excitante, permite ótima penetração e é ideal para explorar diferentes ângulos. Também pode ser feita com o homem deitado e o pés entrelaçados. A ideia é que ele fique de frente para a ação.
Essa posição facilita a penetração profunda com boa visualização do corpo do outro.
Carrinho de mão
Variação do de 4. A pessoa que está à frente apoia as mãos e joelhos no chão, enquanto o(a) parceiro(a) se ajoelha atrás, com as mãos nos quadris do outro. A ideia é simular um carrinho de mão. Permite coordenação e sintonia no movimento, mas é preciso de disposição. Tente em uma cama não muita fofa e vai dá tudo certo.
Sexo no casamento: tesão, carinho e conectividade nas alturas
A sexualidade dentro do casamento é uma das áreas mais afetadas pela rotina, pelo estresse e pelas mudanças naturais que ocorrem ao longo do tempo. Muitos casais enfrentam períodos de distanciamento ou desinteresse sexual, e isso é mais comum do que se imagina.
O problema não está necessariamente na frequência das relações, mas na qualidade da conexão íntima e emocional entre os parceiros.
Manter a chama acesa exige mais do que espontaneidade — é preciso dedicação, abertura ao diálogo e, muitas vezes, disposição para explorar novas formas de prazer.
Aqui, a criatividade e a curiosidade cumprem papéis importantes. Experimentar novas posições sexuais pode ser uma forma lúdica e eficaz de reconectar o casal, quebrar a rotina e redescobrir o próprio corpo e o do outro.
O sexo, quando vivido com presença e cuidado, pode ser uma poderosa ferramenta de reconciliação e renovação no relacionamento.
Além disso, é essencial entender que a sexualidade não é estática. Ela muda ao longo da vida, assim como mudam os corpos, os desejos e as dinâmicas entre o casal. Falar sobre sexo com honestidade, respeitar limites e criar um ambiente de confiança é o primeiro passo para manter uma vida sexual saudável.
Investir no prazer mútuo — físico e emocional — não apenas fortalece o vínculo conjugal, mas também contribui para a autoestima e o bem-estar de ambos.
Sexo é conexão, não performance. Experimentar novas posições pode reacender a paixão, mas o mais importante é manter o diálogo aberto, respeitar os limites de ambos e redescobrir o prazer em estar junto.
*com informação da GQ
