O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (28) que o avanço do crime organizado e o fortalecimento das facções criminosas são um “tema internacional”, não restrito à realidade do estado. Durante entrevista a um pool de rádios no oeste baiano, ele também apontou as fronteiras do país como o principal gargalo para a entrada de armas e drogas no Brasil e na Bahia.
A declaração foi feita após o governador ser questionado pela primeira vez sobre os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que colocam cinco cidades baianas entre as dez mais violentas do Brasil em 2024. Segundo o levantamento, Jequié (2º), Juazeiro (3º), Camaçari (4º), Simões Filho (7º) e Feira de Santana (10º) registraram as maiores taxas de mortes violentas por 100 mil habitantes, atrás apenas de Maranguape (CE), que lidera o ranking.
“Todos sabem que a Bahia é um estado de paz. [A questão da violência] não é um tema localizado na Bahia, e eu não estou fugindo do assunto. Isso é um tema que já é internacional. Todos os países se preocupam com o tema do crime organizado, tema das facções. Não é só a Bahia que padece com isso. Outros estados sofrem, e muito”, declarou Jerônimo.
O governador voltou a repetir o discurso feito em maio de 2024, após uma viagem oficial pela Holanda, Bélgica e Alemanha, quando afirmou que “a Europa vivia o mesmo movimento internacional” de enfrentamento às facções.
