Quatro policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) se tornaram réus pelo furto de um telefone celular em uma casa na Penha, durante a megaoperação realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2025, que resultou em mais de 120 mortes. A suposta ação criminosa foi registrada por uma câmera corporal (Cop), cujas imagens foram obtidas pelo g1.
O vídeo, gravado pelo equipamento acoplado ao uniforme de um dos PMs, mostra o momento em que o agente entra na residência, sobe as escadas e chega à sala, onde já estão outro policial e a moradora do imóvel. Conforme a denúncia do Ministério Público, o policial que aparece nas imagens é o 2º sargento Vilson dos Santos Martins, que está preso preventivamente.
Nas cenas, Martins orienta a mulher a sair do local, ordem que é cumprida imediatamente. O outro militar aparece portando um fuzil. Em seguida, o sargento questiona se ela mora sozinha e ouve como resposta que a filha também vive na casa. Enquanto a moradora se desloca para outro cômodo, o policial tenta tranquilizá-la, dizendo: “Vai ficar tudo direitinho, tá? A gente não vai mexer não”.
Logo depois, o agente se aproxima de um sofá onde havia um celular conectado à tomada, retira o aparelho do carregador e o leva consigo. As imagens não mostram o destino do telefone, mas, segundo o Ministério Público, o item foi furtado.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que Vilson dos Santos Martins está custodiado na Unidade Prisional da corporação, à disposição da Justiça, e responde também a um processo administrativo interno.
*Com informações de G1
