A interdição da BR-101 por indígenas na altura de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, já dura mais de 24 horas e tem provocado reflexos em toda a região. Em Teixeira de Freitas, o terminal rodoviário está completamente lotado de ônibus parados e passageiros sem qualquer previsão de viagem.
A manifestação, realizada por integrantes do povo Pataxó, exige a libertação do cacique Suruí Pataxó, preso durante uma operação da Força Nacional. O clima é de tensão, e até o momento não houve avanço nas negociações para desbloqueio da via.
Na manhã desta segunda-feira (7), o protesto ganhou repercussão nacional após uma mulher ter o caminhão incendiado ao tentar furar o bloqueio. Apesar do susto, ela não se feriu. O episódio intensificou o clima de insegurança entre motoristas e passageiros.
A Polícia Rodoviária Federal segue acompanhando a situação, mas até agora não houve previsão oficial de liberação da rodovia. O prolongamento do bloqueio afeta não apenas o transporte rodoviário de passageiros, mas também o escoamento de mercadorias e a circulação de ambulâncias e veículos de emergência.
