O açude de Jussara, município localizado no semiárido da Bahia, voltou a transbordar após seis anos sem registrar sangria. O reservatório, que integra a paisagem urbana da cidade e tem importância histórica para o abastecimento e equilíbrio hídrico local, havia enfrentado sucessivos períodos de estiagem, principalmente com a seca severa enfrentada nos último dois anos.
Imagens divulgadas mostravam o açude em novembro de 2025 com um volume da água muito baixo, em meio a uma paisagem marcada pela vegetação castigada pela falta de chuvas. Três meses depois, em fevereiro de 2026, o cenário se transformou com o aumento significativo do volume de precipitações.
Em novembro, o nível baixo de água mostrou a área exposta, com solo visível e tons amarelados predominando no entorno. A cidade convivia com os efeitos de um ciclo prolongado de seca, realidade recorrente no semiárido, mas sempre desafiadora.
Em fevereiro, o açude retomou seu contorno original. A água voltou a ocupar o centro da paisagem urbana, refletindo casas, ruas e o céu do interior baiano. A sangria, fenômeno que não ocorria há seis anos, mobilizou a população. Moradores registraram imagens, celebraram nas redes sociais e houve até quem levasse jetski para o açude, transformando o espaço em ponto de encontro e comemoração.
Entre outubro de 2025 e o início de março de 2026, Jussara acumulou 571,5 milímetros de chuva, com maior concentração em janeiro e fevereiro. O volume foi suficiente para recompor o reservatório e alterar, em poucos meses, um cenário que parecia consolidado pela estiagem.
Se por um lado as chuvas renovam a paisagem e elevam o nível dos reservatórios, por outro também trazem desafios. A Prefeitura de Jussara informa que equipes da Defesa Civil, da Secretaria de Assistência Social e da Secretaria de Infraestrutura acompanham de perto os impactos provocados pelo volume acumulado, monitorando áreas mais sensíveis e prestando suporte às famílias que necessitam de apoio.
