O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, em uma semana considerada decisiva para definir condenações ou absolvições. A expectativa é que a análise seja concluída até sexta-feira (13), com sessões diárias da Primeira Turma.
Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes mencionou o senador Otto Alencar (PSD-BA) ao relembrar episódios das eleições de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acusada de realizar operações que dificultaram o acesso de eleitores a seções eleitorais.
Segundo Moraes, Otto foi um dos atingidos pelas ações da PRF, que chegaram a ser consideradas obstruções ao direito de voto. “O senador da República foi obstruído, como todos os demais eleitores, de se dirigir e cumprir seu dever democrático, até que o TSE determinasse o fim dessa operação sob pena de prisão do então diretor-geral da PRF”, afirmou o ministro.
À época, o senador baiano denunciou ter sido parado em uma blitz da PRF em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, enquanto se dirigia para votar. Otto relatou que apenas veículos com adesivos do PT eram abordados, enquanto carros identificados com a campanha de Bolsonaro passavam livremente.
“Observei que os carros parados todos tinham os adesivos do 13, como o meu. A polícia pediu documento meu e do motorista, e depois de algum tempo fomos liberados. Ao lado passavam carros com adesivos do Bolsonaro e não eram incomodados. A Polícia Rodoviária Federal, como qualquer órgão pago pelo contribuinte, existe para ter imparcialidade”, disse o senador na ocasião.
O episódio foi citado como exemplo no julgamento em curso no STF, no qual Bolsonaro e aliados são acusados de atentar contra o processo eleitoral e as instituições democráticas.
