Herdeira de banqueiro, crítica de Bolsonaro e ex-mulher de delegado da PF; quem é Roberta Luchsinger, alvo da operação ‘Sem Desconto’

Foto: Reprodução/Instagram

A nova etapa da operação “Sem Desconto”, que apura um esquema nacional de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS, teve como um dos alvos a empresária Roberta Luchsinger.

Ela é neta e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse e ex-companheira do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Na manhã desta terça-feira, Roberta foi alvo de mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista.

De acordo com a Polícia Federal, a empresária integra o núcleo político da organização criminosa responsável pelo desvio de recursos de aposentados, liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Segundo os investigadores, a atuação de Roberta seria fundamental para a ocultação de patrimônio, movimentação financeira e administração de contas bancárias e empresas usadas para lavagem de dinheiro.

Na decisão que autorizou as buscas, o ministro do STF André Mendonça afirma que a PF identificou cinco transferências de R$ 300 mil, somando R$ 1,5 milhão, feitas pela empresa Brasília Consultoria Empresarial S/A, ligada ao Careca do INSS, para a RL Consultoria e Intermediações Ltda., pertencente a Roberta. Em mensagens trocadas entre Antunes e um sócio também investigado, um dos repasses é mencionado como destinado a “o filho do rapaz”, sem que a decisão esclareça quem seria a pessoa citada.

Nas redes sociais, Roberta Luchsinger comemorou a condenação e a inelegibilidade do ex-procurador da República Deltan Dallagnol. Em novembro, ao comentar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, escreveu: “Grande dia para o Brasil”. Ela também parabenizou Jorge Messias pela indicação ao STF e costuma publicar conteúdos de apoio ao presidente Lula, além de críticas a parlamentares da direita, como Carla Zambelli.

Em 2017, a empresária prometeu doar R$ 500 mil a Lula após a condenação do então ex-presidente no caso do triplex do Guarujá, quando teve bens bloqueados por decisão do ex-juiz Sérgio Moro. Na ocasião, Roberta lançou um movimento de apoio financeiro e afirmou que faria a doação em dinheiro, joias, roupas e acessórios de grife, que, segundo ela, poderiam ser penhorados pela Justiça.

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