Um integrante da Bamor, maior torcida organizada do Bahia, sugeriu apagar conversas de um grupo de WhatsApp para evitar que mensagens fossem utilizadas como provas após sessões de tortura que teriam sido realizadas na sede da entidade, em Salvador.
A orientação foi identificada em um relatório do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investiga a participação de membros da diretoria nos crimes.
O diálogo foi encontrado em um celular apreendido durante a Operação Inquisição, realizada em 28 de setembro, que resultou na prisão de 10 pessoas, entre elas o presidente da torcida, Matheus Pires Castro, e o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio.
Segundo as investigações, dois homens foram submetidos a sessões de tortura física e psicológica na sede da Bamor, no bairro de Nazaré, nos dias 17 e 18 de julho deste ano.
