Durante participação em um podcast, a cantora e campeã do BBB21, Juliette Freire, comentou o cancelamento de Karol Conká após sua passagem pelo Big Brother Brasil 21 e afirmou que a reação do público esteve diretamente ligada a questões raciais. Segundo Juliette, o julgamento sofrido pela rapper foi mais severo do que seria em outras circunstâncias.
Na conversa, Juliette declarou ter “certeza absoluta” de que, caso Karol Conká fosse uma mulher branca, o cancelamento não teria ocorrido da mesma forma. A cantora reconheceu que a artista cometeu erros dentro do reality show, mas destacou que a forma como a situação foi conduzida fora da casa pesou ainda mais. Para ela, houve exagero nas críticas e na punição social imposta pelo público.
Ainda durante o podcast, Juliette defendeu que, apesar das falhas cometidas, as pessoas precisam ter espaço não apenas para o cancelamento, mas também para a redenção. Ela afirmou não guardar mágoas de Karol Conká e contou que as duas chegaram a se resolver ainda durante o período do reality show.
Na avaliação da ex-BBB, faltou acolhimento por parte do público e houve uma postura mais dura do que a adotada em outros casos semelhantes. Juliette reforçou a percepção de que o tratamento teria sido diferente se Karol não fosse uma mulher negra, apontando o racismo estrutural como um fator que influenciou a repercussão do caso.
As declarações reacenderam o debate sobre cultura do cancelamento, racismo e a forma como participantes de realities são julgados após comportamentos controversos exibidos na televisão.
