O Ministério da Saúde do Chile informou nesta semana que voltará a exigir o uso de máscaras nas unidades de atendimento de urgência em todo o país, tanto na rede pública quanto na privada. A determinação passa a valer em 1º de abril e seguirá em vigor até o dia 31 de agosto.
Segundo a pasta, a medida tem como objetivo conter o aumento na circulação de vírus respiratórios, como os responsáveis pela gripe, pela Covid-19 e pela bronquiolite infantil, especialmente com a proximidade do inverno, que começa no fim de junho.
Em comunicado, o subsecretário de Redes Assistenciais, Julio Montt, destacou que a obrigatoriedade se aplica a todos que frequentam os serviços de urgência. “Informamos a pacientes, médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais de saúde que, a partir de 1º de abril, o uso de máscaras será obrigatório nesses locais”, afirmou.
Já a subsecretária de Saúde Pública, Alejandra Pizarro, explicou que a decisão foi tomada como forma de prevenção diante do aumento esperado de infecções respiratórias. Segundo ela, com a chegada do inverno, cresce a circulação desses vírus, tornando essencial reforçar as medidas de proteção.
Ela também orienta que pessoas com sintomas gripais ou resfriados, ou que frequentem ambientes com aglomeração, considerem o uso de máscaras, além de manter cuidados básicos, como higienizar as mãos e cobrir o rosto com o antebraço ao tossir ou espirrar.
No Brasil, o cenário também acende alerta. O boletim mais recente do InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira, aponta crescimento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que exigem internação hospitalar.
O relatório indica aumento das hospitalizações por influenza (gripe), rinovírus (resfriado comum) e vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em crianças. Em 2026, já foram registrados 24.281 casos de SRAG, com 22 estados em situação de alerta, risco ou alto risco.
No Chile, a obrigatoriedade do uso de máscaras abrangerá todos os trabalhadores da saúde — incluindo profissionais, técnicos, administrativos, auxiliares e estagiários — além de pacientes e visitantes em setores como diálise e onco-hematologia.
A recomendação é utilizar máscaras médicas, cirúrgicas ou de três camadas, bem como respiradores de alta eficiência, como N95, KN95 ou similares. A medida poderá ser revista antes do prazo final, caso o cenário epidemiológico permita a flexibilização.
