Na Coreia do Sul, Jeon Gyeong-cheol dedicou mais de duas décadas aos cuidados do filho, Je-won, que tem autismo severo e não é verbal. Diante da dependência do filho, o maior medo do pai era imaginar o que aconteceria com ele caso não estivesse mais por perto para protegê-lo.
O temor se tornou ainda mais urgente após Jeon receber o diagnóstico de câncer de fígado em estágio terminal. Consciente de que tinha pouco tempo, o pai iniciou uma verdadeira corrida contra o relógio e procurou instituições que pudessem oferecer ao filho um lugar seguro e digno para viver.
Segundo relatos, Jeon bateu às portas de quase mil instituições até finalmente encontrar um local adequado para Je-won. A história foi exibida pela televisão sul-coreana e emocionou o país, além de mobilizar doações e chamar atenção para a dificuldade enfrentada por adultos autistas que ficam sem seus principais cuidadores à medida que os pais envelhecem ou morrem.
Jeon morreu no último dia 5, mas partiu em paz ao saber que havia conseguido garantir amparo para o filho. A história deixou uma reflexão sobre um dos maiores medos de pais de pessoas com deficiência: quem cuidará de seus filhos quando eles não puderem mais estar presentes.
