O hepatologista Raymundo Paraná criticou, em entrevista ao Jornal da Cidade nesta quarta-feira (15), a diferença de repercussão dos casos de intoxicação por metanol registrados em diferentes regiões do país. Segundo ele, o tema só ganhou destaque nacional após as ocorrências recentes em bares de São Paulo.
“Enquanto o metanol matava preto, pobre, que tomava cachaça no interior da Bahia, não tinha repercussão nenhuma. Agora são grandes bares de São Paulo, aí tá tendo repercussão. Esse é o Brasil. Só repercute quando toca na elite. Já era para ter tomado uma medida muito forte naquela época que as pessoas aqui na Bahia morreram, muitas pessoas tomando a cachaça de interior. Não deu em nada. Ninguém fez nada. Agora vão fazer”, afirmou.
Paraná lembrou que, nos anos 1990, mais de 60 pessoas foram intoxicadas por metanol e 16 morreram em Santo Amaro, no interior da Bahia, após o consumo de bebidas adulteradas. O episódio, na época, teve pouca atenção nacional.
