Para quebrar tabus sobre o uso de vibradores e auxiliar na escolha do modelo ideal, a reportagem do Metrópoles ouviu quatro especialistas, que compartilharam suas preferências e orientações essenciais. Do popular “golfinho” aos aparelhos mais tecnológicos, confira o guia com as escolhas das profissionais.
A psicóloga e terapeuta sexual Mércia Rolim destaca os avanços tecnológicos dos vibradores atuais. No topo de sua lista está o vibrador e sugador conhecido como “golfinho”, apontado como favorito pela capacidade de levar ao orgasmo em até três minutos. Ela também recomenda os modelos voltados para o Ponto G e os vibradores com controle remoto via Bluetooth, que avalia com nota máxima em praticidade.
Já a sexóloga Susana Amaral chama atenção para os benefícios de cada categoria. Segundo ela, os sugadores clitorianos se destacam pela intensidade, os modelos realistas pela penetração profunda e os vibradores duais, no estilo Rabbit, por unirem as duas funções. O Rabbit é o preferido da especialista, por estimular simultaneamente o clitóris e o canal vaginal, permitindo variação de ritmos e intensidades.
A sexóloga Alessandra Araújo elege os sugadores clitorianos, também chamados de air pulse vibrators, como sua principal indicação. Ela explica que esses aparelhos atuam sobre as cerca de 8.000 terminações nervosas do clitóris por meio de ondas de pressão, sem contato direto, o que facilita o orgasmo em mulheres que têm dificuldade com a fricção manual. Para a especialista, o diferencial está em alcançar o prazer mais profundo, comparado a um “iceberg”. Ainda assim, faz um alerta: “É importante alternar o uso para evitar a dessensibilização tátil”.
Ana Paula Nascimento, psicóloga, sexóloga e mentora de casais, indica os modelos Dublo Passion e La Sirena como destaques. De acordo com ela, esses acessórios recarregáveis oferecem diversas funções que ampliam o conceito de prazer e fortalecem a conexão íntima desde as preliminares.
Uso consciente e saúde íntima
Alessandra Araújo ressalta que o cérebro pode se acostumar à liberação rápida de dopamina proporcionada pelos sugadores. Por isso, a orientação técnica é utilizar o aparelho como um “acelerador” nas preliminares, por cerca de cinco minutos, e depois alternar para o toque manual ou a penetração. Caso haja diminuição da sensibilidade, uma pausa de uma a duas semanas ajuda a recondicionar as terminações nervosas.
Guia de higiene e manutenção do vibrador
Como reforça Ana Paula Nascimento, a limpeza e os cuidados com os acessórios sexuais são fundamentais para a saúde íntima. Veja as principais recomendações:
- Limpeza: lave antes e depois do uso com água morna e sabão neutro. Em modelos com bocal de sucção, certifique-se de que não fiquem resíduos na cavidade.
- Secagem: nunca guarde o vibrador ainda úmido, pois isso favorece a proliferação de fungos.
- Armazenamento: prefira sacos individuais de algodão, que evitam a reação entre materiais diferentes e protegem o silicone.
- Bateria: em modelos recarregáveis, mantenha a manutenção em dia para garantir que o acessório esteja pronto para a próxima utilização.
